11.8.08
dica da semana
VIRGO [August 23–September 22] The light in your eyes looks a little foggy, Virgo. The fire in your belly seems to be dying down, and your brain has started to hiccup. Am I worried? Not at all. After the nonstop breakthroughs you enjoyed for a while there, I expected that you would eventually need time to slow down and let it all sink in. So I suggest that you cultivate a state of low-key contentment as your deepest mind integrates the transformations you've set in motion.
9.8.08
O incrível sentimento da compaixão
É fácil ser compassiva com aqueles que amo -
A compaixão é uma consequência de um profundo amor
É a santa paciência que tenho com tantas reclamções do meu pai
É o profundo silêncio que faço ouvindo os gritos da minha mãe
É o enorme sorriso que tenho para o Enzo, com tanto ainda para viver
O difícil mesmo é ter compaixão quando há ressentimento
Como eu posso estar no lugar do outro, ver de onde ele veio
Se martela na minha cabeça todas as dores que já senti por essa pessoa?
Como posso não criticar, não me irritar, não esbravejar
Quando sei que tudo que acontece agora é consequência de tudo que veio antes?
A compaixão deve ser: estar ciente de tudo isso, e somente SERVIR
Servir ao outro mesmo sabendo das tantas dores que ele causou
Servir de corpo e alma, levando pro hospital, ligando pra saber se melhorou
Servir abdicando da preguiça, do tempo livre, dos outros afazeres
Servir sem vaidade, sem vingança, sem hipocrisia
Saí do hospital me esforçando para entender tudo isso
E no sinal, um homem segurava uma placa - sou ex-presidiário, desempregado...
Veio em mim uma profunda pena daquela pessoa.
Dei uma moeda porque me imaginei presa numa cela e agora ali, livre na rua.
Então, imediatamente entendi:
Estava trocando a compaixão por um, para dar esmola a outro.
Me senti extremamente frágil, humana e REAL.
Nesse mundo de carne e osso, como sentir a verdadeira compaixão?
A compaixão é uma consequência de um profundo amor
É a santa paciência que tenho com tantas reclamções do meu pai
É o profundo silêncio que faço ouvindo os gritos da minha mãe
É o enorme sorriso que tenho para o Enzo, com tanto ainda para viver
O difícil mesmo é ter compaixão quando há ressentimento
Como eu posso estar no lugar do outro, ver de onde ele veio
Se martela na minha cabeça todas as dores que já senti por essa pessoa?
Como posso não criticar, não me irritar, não esbravejar
Quando sei que tudo que acontece agora é consequência de tudo que veio antes?
A compaixão deve ser: estar ciente de tudo isso, e somente SERVIR
Servir ao outro mesmo sabendo das tantas dores que ele causou
Servir de corpo e alma, levando pro hospital, ligando pra saber se melhorou
Servir abdicando da preguiça, do tempo livre, dos outros afazeres
Servir sem vaidade, sem vingança, sem hipocrisia
Saí do hospital me esforçando para entender tudo isso
E no sinal, um homem segurava uma placa - sou ex-presidiário, desempregado...
Veio em mim uma profunda pena daquela pessoa.
Dei uma moeda porque me imaginei presa numa cela e agora ali, livre na rua.
Então, imediatamente entendi:
Estava trocando a compaixão por um, para dar esmola a outro.
Me senti extremamente frágil, humana e REAL.
Nesse mundo de carne e osso, como sentir a verdadeira compaixão?
8.8.08
7.8.08
As 108 ilusões
Quando o Dharma diz que tudo na vida é ilusão, reluto um pouco.
Mas ontem, entendi exatamente o que isto quer dizer:
Filtramos o mundo através do nosso corpo físico e nossa mente.
O nosso ego é um coador do mundo.
Tudo que absorvemos, vem através do corpo e da mente.
Então, sofro pela ausência de alguém, ok.
Mas vem que daí meu celular toca.
É minha mãe avisando que minha avó, aquela que acaba de fazer 80 anos,
Está na emergência do hospital.
Numa fração de segundos, tudo muda
Minha perspectiva do mundo à minha volta gira, agora, em torno da minha avó.
Lembranças passam rapidamente e me vem um medo da morte.
Ora, se sou capaz de mudar meus sentimentos e emoções de um sofrimento para outro,
O sofrimento é afinal, apenas uma questão de PERSPECTIVA. - logo, uma ilusão.
Já bem abalada, chego na emergência do hospital.
E de novo, tudo muda mais uma vez.
Sentados em cadeiras, de pé, pessoas de todos os jeitos, aguardam na fila.
De todos ali, a minha avó é a doente mais saudável - sorri, me abraça, conversa baixinho.
Horas depois, saio dali com uma certa surpresa no olhar
Eu sofria por amor, depois por medo! Agora, sinto uma grande compaixão por todos.
Por aquele que não está aqui, pela minha avó, pelas pessoas na fila de espera da emergência.
E sinto também uma enorme gratidão.
Eu enxergo tudo. Com esses olhos que selecionam, interpretam, editam...
Eu vejo que tudo é como é porque eu sou como sou - carne, osso, mente.
Mas na verdade, se eu deixar de SER, tudo deixará de ESTAR
E isso é a iluminação.
Mas ontem, entendi exatamente o que isto quer dizer:
Filtramos o mundo através do nosso corpo físico e nossa mente.
O nosso ego é um coador do mundo.
Tudo que absorvemos, vem através do corpo e da mente.
Então, sofro pela ausência de alguém, ok.
Mas vem que daí meu celular toca.
É minha mãe avisando que minha avó, aquela que acaba de fazer 80 anos,
Está na emergência do hospital.
Numa fração de segundos, tudo muda
Minha perspectiva do mundo à minha volta gira, agora, em torno da minha avó.
Lembranças passam rapidamente e me vem um medo da morte.
Ora, se sou capaz de mudar meus sentimentos e emoções de um sofrimento para outro,
O sofrimento é afinal, apenas uma questão de PERSPECTIVA. - logo, uma ilusão.
Já bem abalada, chego na emergência do hospital.
E de novo, tudo muda mais uma vez.
Sentados em cadeiras, de pé, pessoas de todos os jeitos, aguardam na fila.
De todos ali, a minha avó é a doente mais saudável - sorri, me abraça, conversa baixinho.
Horas depois, saio dali com uma certa surpresa no olhar
Eu sofria por amor, depois por medo! Agora, sinto uma grande compaixão por todos.
Por aquele que não está aqui, pela minha avó, pelas pessoas na fila de espera da emergência.
E sinto também uma enorme gratidão.
Eu enxergo tudo. Com esses olhos que selecionam, interpretam, editam...
Eu vejo que tudo é como é porque eu sou como sou - carne, osso, mente.
Mas na verdade, se eu deixar de SER, tudo deixará de ESTAR
E isso é a iluminação.
Passando, passando, passou!
Ufa!
Pronto!
Nada como uma sessão dupla de dança do ventre pra me lembrar
Que o meu umbigo é mesmo o MEU CENTRO
E que não há nada demais em estar feliz
Sonhando, plantando e aguando planos mil
Pronto!
Nada como uma sessão dupla de dança do ventre pra me lembrar
Que o meu umbigo é mesmo o MEU CENTRO
E que não há nada demais em estar feliz
Sonhando, plantando e aguando planos mil
6.8.08
Viciada
Estou totalmente improdutiva.
Há tempos, já.
A desculpa antes era a dor de cotovelo, depois a falta de trabalho
Depois o excesso.
Depois a proximidade do recesso.
E aí veio a praia, o mar.
Me convenci de que ia recomeçar diferente, novas rotinas, projetos
Mas não.
O fato é que tenho pilhas de coisas pra resolver
E esqueço de todas quando tenho o tempo para fazê-las
Saio do trabalho com mil horas de vida
E vou para casa
Admito
Fazer nada
Estou viciada na preguiça de não fazer nada
Estou viciada na internet
Estou viciada na TV
Estou viciada em dormir cedo e acordar atrasada
Estou viciada em não comer bem
Estou viciada numa vida besta sem rumo
Estou viciada no vício de não agir ou reagir
Eu não sei se consigo quebrar o ciclo
E ser a pessoa que eu sei ser quando quero
Eu não sei se quero ser a pessoa que quero
Eu não sei se quero nada
Eu não sei nada
Eu nem sou eu
Há tempos, já.
A desculpa antes era a dor de cotovelo, depois a falta de trabalho
Depois o excesso.
Depois a proximidade do recesso.
E aí veio a praia, o mar.
Me convenci de que ia recomeçar diferente, novas rotinas, projetos
Mas não.
O fato é que tenho pilhas de coisas pra resolver
E esqueço de todas quando tenho o tempo para fazê-las
Saio do trabalho com mil horas de vida
E vou para casa
Admito
Fazer nada
Estou viciada na preguiça de não fazer nada
Estou viciada na internet
Estou viciada na TV
Estou viciada em dormir cedo e acordar atrasada
Estou viciada em não comer bem
Estou viciada numa vida besta sem rumo
Estou viciada no vício de não agir ou reagir
Eu não sei se consigo quebrar o ciclo
E ser a pessoa que eu sei ser quando quero
Eu não sei se quero ser a pessoa que quero
Eu não sei se quero nada
Eu não sei nada
Eu nem sou eu
5.8.08
Ilha
Depois de quase 40 dias, estou de volta à ilha de edição.
É mesmo uma ilha, sem janelas e sem ar (só o refrigerado que bate bem na sua testa)
De costas para a porta que dá para um estreito corredor,
De frente para a luz branquíssima que atrapalha enxergar os 3 monitores bem na minha frente.
Não tem telefone, e apesar de ser um bom computador, não tem internet não.
Fico ali, 7 horas de novo.
Faço a edição de um programa de música, um por semana, uma hora de duração.
Daria pra fazer mais, mas aí é outra seara.
Então, estou de volta, de volta da produção.
De volta, mas não a mesma...nunca a mesma
Em vias do meu inferno astral, passo por um tobogã
de sentimentos, pensamentos e emoções
e tenho achado muito difícil deixá-los ir, como nuvens num céu azul
ou ondas num mar profundo
Tem sido difícil porque, como antes, sinto que estas sensações
Me fazem quem sou
Tenho esquecido minha essência calada por dentro
E dei lugar a um rugido no peito
De amor
De saudade
De dor
De dúvidas tantas
No entanto, ainda fora do centro
Sorrio sozinha
Não estou mais aonde estava
Apesar de ter voltado pra cá
É mesmo uma ilha, sem janelas e sem ar (só o refrigerado que bate bem na sua testa)
De costas para a porta que dá para um estreito corredor,
De frente para a luz branquíssima que atrapalha enxergar os 3 monitores bem na minha frente.
Não tem telefone, e apesar de ser um bom computador, não tem internet não.
Fico ali, 7 horas de novo.
Faço a edição de um programa de música, um por semana, uma hora de duração.
Daria pra fazer mais, mas aí é outra seara.
Então, estou de volta, de volta da produção.
De volta, mas não a mesma...nunca a mesma
Em vias do meu inferno astral, passo por um tobogã
de sentimentos, pensamentos e emoções
e tenho achado muito difícil deixá-los ir, como nuvens num céu azul
ou ondas num mar profundo
Tem sido difícil porque, como antes, sinto que estas sensações
Me fazem quem sou
Tenho esquecido minha essência calada por dentro
E dei lugar a um rugido no peito
De amor
De saudade
De dor
De dúvidas tantas
No entanto, ainda fora do centro
Sorrio sozinha
Não estou mais aonde estava
Apesar de ter voltado pra cá
4.8.08
Ignorância
Me sinto uma total ignorante toda vez que tenho que falar sobre budismo
Quanto mais eu leio, mais insegura fico
Porque entendo tudo perfeitamente e tudo faz muito sentido
Mas na hora de explicar, acho simplista demais
Inexpressivo, superficial
Acho que faço um desfavor pro Buda
Hoje, foi assim no Templo
Me senti inadequada, inútil, emburrecida
Sorte minha pela impermanência das coisas
Quanto mais eu leio, mais insegura fico
Porque entendo tudo perfeitamente e tudo faz muito sentido
Mas na hora de explicar, acho simplista demais
Inexpressivo, superficial
Acho que faço um desfavor pro Buda
Hoje, foi assim no Templo
Me senti inadequada, inútil, emburrecida
Sorte minha pela impermanência das coisas
3.8.08
Visita Guiada
Melhores dúvidas
1 - Mas, vem cá: não entendi esse lance de iluminação
2 - E onde eu posso comprar um kimono igual ao seu?
1 - Mas, vem cá: não entendi esse lance de iluminação
2 - E onde eu posso comprar um kimono igual ao seu?
1.8.08
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